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Mensagens

O que esperar dos Dragões em Lisboa?

  Ao analisar os dois últimos jogos do Futebol Clube do Porto, vemos que a equipa mostra ter consistência além de mostrar que é um dos candidatos à vitória do campeonato. No sábado os Dragões vão enfrentar o Sporting Clube de Portugal e espera-se um grande jogo tendo em conta as recentes prestações de ambas as equipas. Com os Dragões em casa, os Galos cantam baixinho Na segunda-feira, dia 18 de agosto, foi fechada a segunda jornada do campeonato com mais uma vitória do Futebol Clube do Porto frente ao Gil Vicente.  O Porto abriu o marcador aos 20 minutos por via de Froholdt, um grande gesto técnico de cabeça a empurrar a bola para dentro da baliza depois de um canto batido por Gabri Veiga. A vantagem instalou-se precocemente, reflexo do que havia sucedido há precisamente uma semana frente ao Vitória, no entanto, o Gil não baixou as guardas e chegou a assustar o Porto uma data de vezes. Notícia triste para a invicta, Samu lesiona-se ainda na primeira parte, sendo este sub...

Política sem juventude é território sem futuro

Vivemos tempos de profundas transformações sociais, económicas e culturais, em que a participação cívica e política é mais necessária do que nunca. Neste contexto,  os jovens devem deixar de ser vistos como meros beneficiários das decisões políticas e passar a ser reconhecidos como agentes ativos na construção do presente . Estudantes do ensino secundário e universitário têm hoje uma consciência crítica apurada, competências diversas e uma forte ligação à realidade que os rodeia  são parte da solução e não apenas observadores do problema . Contudo, em muitos municípios,  as políticas de juventude continuam a ser encaradas como acessórios , muitas vezes limitadas a iniciativas pontuais, eventos recreativos ou programas com pouco impacto estrutural.  É preciso ir muito mais além. É preciso ouvir, envolver e confiar nos jovens. A verdade é que, em várias autarquias, a política local deixou de responder aos sonhos e às ambições da juventude.  Falta habitação acessív...

Extremismos: Vozes de ruína ou ecos da esperança popular?

Será que os extremos são o problema ou a consequência do problema? Vivemos tempos em que a palavra “extremismo” é usada como arma. Uma palavra fácil, preguiçosa, lançada contra tudo o que foge à norma estabelecida, ao consenso confortável de alguns "lá de cima" que há muito deixaram de ouvir o povo. Mas será, de facto, o extremismo um mal absoluto? Ou será antes o grito, rude, desesperado, legítimo, de uma sociedade que já não aguenta mais ser ignorada? Após uma análise política e social cartesiana da História, chegamos à evidente conclusão que o extremismo não é a raiz dos nossos males. É pelo contrário o espelho onde se reflete a falência de um regime que prometeu tudo e entregou ruínas. Não é um delírio coletivo, nem o surgimento de "figuras enlouquecidas emergidas do campo da psicopatologia" para "assaltar o poder". É o eco dos que foram traídos, dos que já não têm lugar à mesa, dos que veem o seu país desfigurado e as suas certezas destruídas por uma...

Rita Matias: A escolha certa para um concelho adormecido

Há quem diga que a Rita Matias é “nova demais” para liderar um concelho como Sintra. Que devia esperar, ganhar mais experiência, manter-se no Parlamento e deixar o lugar para quem já tem experiência na política local. Mas a verdade é clara e simples: o que realmente incomoda não é a idade dela, é a coragem que tem para dizer o que muitos evitam. Incomoda que uma jovem, com convicções firmes e voz própria, sem medo de enfrentar o politicamente correto, se levante contra o estado de abandono a que Sintra chegou. Incomoda que alguém olhe de frente para a realidade difícil do concelho e declare, sem rodeios, que Sintra precisa urgentemente de mudança. Uma mudança que passe por colocar os portugueses em primeiro lugar, valorizar quem trabalha e respeitar quem dedicou a vida a este país, garantindo condições dignas para todos, especialmente para os que querem continuar a construir o seu futuro aqui. Sou jovem e venho de Cascais, mas sinto que a política que nos foi vendida durante anos só ...

Opinião pública: Quem fala em nome do povo?

  Em janeiro de 1918, António Sérgio publicava pela primeira vez o seu ensaio Opinião e Competência em Democracia , onde demonstrava a importância vital da opinião pública para a Democracia. Nas palavras do autor, “o ideal da Democracia (política), em suma, é o governo da nação por elites naturais, criadoras da opinião pública e executantes da opinião pública: o governo da persuasão pelo escol da inteligência”. Se aceitarmos esta definição e reconhecermos o papel fundamental da opinião pública para a nossa sociedade, não deveríamos ser mais exigentes com aqueles que a moldam? Sim. Porque se a existência de uma opinião pública inteligente, independente, consciente e organizada é condição primordial para a existência da Democracia, então devemos perguntar-nos se esta existe mesmo em Portugal? Sérgio já então lamentava a sua ausência. Um século depois, o vazio persiste, mesmo que mascarado pelo véu do falso pluralismo, protagonizado pelos ventrículos do poder económico nos palcos med...

A revogação do feminismo: Já não queremos igualdade?

Nos últimos anos, um pouco por todo o mundo, temos vindo a assistir ao aumento do número e da popularidade dos partidos de extrema-direita. Estes movimentos conservadores defendem, entre outros ideais, a família tradicional com os rótulos já conhecidos: o marido homem, que traz o sustento necessário a casa oriundo do seu trabalho árduo, e a esposa mulher, que é doméstica e encarregada de educar os filhos. Apesar de muitas cidadãs caírem na armadilha de considerar que a família tradicional é o melhor exemplo para a sociedade atual seguir, as implicações destes retrocessos seriam amplamente sentidas por todos em vários aspetos. Seriam reais e graves. Se as mulheres extremamente conservadoras em cargos de poder vissem o que proclamam ser aplicado dentro dos seus lares, provavelmente ficariam fechadas em casa o resto das suas vidas, agarradas aos filhos e às tarefas domésticas, desprovidas da liberdade de expressão de que tanto tiram proveito e com direito a uma eventual agressão física p...

Entre o incentivo e a injustiça

O Decreto-Lei n.º 134/2023, publicado a 28 de dezembro em Diário da República, aprovou o prémio salarial de valorização das qualificações no mercado de trabalho. Esta medida, mais conhecida como “devolução das propinas”, consiste num incentivo financeiro à permanência de jovens qualificados em território nacional e uma recompensa pelo prosseguimento de estudos superiores. A medida abrange todos os contribuintes residentes em território nacional, até aos 35 anos de idade. Os licenciados e mestres passam a ter direito a receber anualmente um prémio salarial no valor de 697 euros por cada ano de licenciatura e 1500 euros por cada ano de mestrado. De acordo com os dados do XXIII Governo Constitucional de Portugal esta medida tem um impacto orçamental anual de 215 milhões de euros. A meu ver, trata-se de um esforço financeiro significativo por parte do Estado português, sobretudo quando comparado com os resultados práticos que produz. Os dados mais recentes indicam uma elevada percentage...