O crescimento galopante da dívida pública portuguesa e a asfixia fiscal O novo Orçamento de Estado apresentado pelo Governo social-democrata de Luís Montenegro parece convocar as velhas práticas do passado, práticas essas que poderão ser observáveis através de duas variáveis – Despesismo de Estado e Asfixia Fiscal. De facto, as diferenças orçamentais entre o Partido Socialista e o Partido Social Democrata são praticamente nulas, no fundo, os dois principais partidos do nosso sistema político governam da mesma maneira, mudando apenas a fonte de receita do Estado, artimanha a mais ou artimanha a menos, quer seja nos impostos diretos ou nos impostos indiretos, o postulado será sempre o mesmo – O Estado engorda e senta-se em cima das empresas e das famílias, tornando o capitalismo português numa espécie de ordem mendicante que sobrevive ás custas de um paternalismo Estatal Absoluto. Analisemos, de forma geral, a prática orçam...
Saudade. Esse fenómeno tão nacional e tão intenso, que mereceu, na língua de Camões, uma palavra que abarque, em três simples sílabas, a totalidade da força poética e prosaica de um sentimento tão difícil de definir. O povo português, que, muito embora, ao longo da sua extensa história, colecione tantos feitos dignos de nota que são verdadeiramente merecedores de nostalgia e que serviriam de exemplo para os igualar ou superar, tem o triste hábito de expressar a sua saudade relativamente a eventos passados que há muito deviam estar enterrados e consensualmente aceites como prejudiciais para o país, no geral, e para uma expressiva maioria dos seus habitantes, em particular. Muito embora respeite quem deseje, por genuína vontade, por malicioso interesse ou por desconhecimento da total envergadura do podridão que grassava, saudar tempos idos e bafientos, essas recordações com um travo a morte, a tristeza e à mais profunda miséria, não posso, em boa consciência, aceitar que se d...