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A Liberdade morreu

  “O crime de pensar não implica a morte. O crime de pensar é a própria morte.” George Orwell Vivemos num mundo onde desde pequenos estamos habituados a possuir liberdade de expressão, imprensa e até política e devido a isso assumimos todos estes privilégios como garantidos o quais nunca ninguém ameaçaria. Mas, os tempos mudaram, assistimos hoje ao maior ataque á liberdade de expressão e individual dos últimos tempos. A história repete-se mas não damos conta disso, foi com o mesmo pretexto de segurança e proteção das pessoas que surgiram as policias políticas da Alemanha Nazi de Hitler, ou da Itália Fascista de Mussolini e a União Soviética de Stalin e agora, a UE vestindo uma pele de cordeiro faz a mesma promessa, proteger as crianças hoje para controlar discursos amanhã. Mas não fica por aqui, juntando a esta ideia autoritária do Chat Control vem a inovação tecnológica das transações financeiras os CBDCS, uma moeda digital controlada diretamente pelos bancos centrais, onde os mes...

A escola tem de ser segura!

A escola é o lugar onde passamos a maior parte da infância. É onde aprendemos e ganhamos conhecimentos que levamos para o resto da vida. É também onde fazemos amizades e criamos valores: trabalhar em grupo, ter responsabilidade, ganhar maturidade. Mas a escola tem outra responsabilidade — ser um lugar seguro. Um lugar onde possamos errar, escolher, ser nós próprios e crescer com as nossas diferenças.  Para mim, a escola falhou nessa responsabilidade. Desde o meu 7.º ano, a escola começou a perder a cor. Deixou de ser o lugar onde eu me sentia bem. Comecei a sofrer bullying. Quando mudei de escola, pensei que seria a oportunidade perfeita para recomeçar. Mas enganei-me. O que vivi na nova escola foi mil vezes pior.  Durante o 8.º e 9.º ano, o medo tornou-se parte da minha rotina. Passei a ter medo de ir para a escola. Planeava os caminhos mais “seguros” pelos corredores, evitava cruzar-me com quem gozava comigo. Esperava mais tempo para ir ao refeitório, para não ter de os enco...

Diplomas na mão, bilhete de ida: a geração que Portugal deixa partir

Nos aeroportos portugueses repete-se a mesma cena: jovens de mochila às costas, diplomas acabados de conquistar e bilhete só de ida. Destinos? Londres, Roterdão, Berlim. Motivos? Salários que não chegam, contratos que não seguram e rendas que engolem o futuro. Portugal continua a formar os seus melhores talentos — mas são outros países que lhes dão casa. Basta uma ida ao Aeroporto de Lisboa numa segunda-feira de manhã para perceber o fenómeno: filas cheias de jovens adultos, muitos em grupo, quase sempre carregados de malas grandes. A partida tornou-se rotina. De acordo com o Atlas da Emigração Portuguesa , cerca de 30% dos nascidos em Portugal entre os 15 e os 39 anos vivem atualmente no estrangeiro — mais de 850 mil pessoas. Só entre 2020 e 2023, em média, 70 mil jovens de 25 a 34 anos saíram do país todos os anos. A maioria parte para a Alemanha, França, Reino Unido e Países Baixos, atraída por melhores salários e oportunidades de carreira. As razões são conhecidas: salários baixos,...

O dia D da democracia

No próximo dia 12 de outubro , Portugal viverá o seu Dia D . As eleições autárquicas não são apenas mais um ato eleitoral: são o momento em que cada cidadão tem o poder de decidir o rumo da sua terra .  Estas eleições chegam num contexto inédito. Pela primeira vez, o partido da extrema-direita surge com uma dimensão nacional e com ambição de conquistar câmaras municipais. As autárquicas, que deveriam ser a avaliação do trabalho feito pelos autarcas e da proximidade que estes mantêm com a população, correm o risco de ser transformadas num palco de ódio, mentira e populismo. Não podemos permitir que o medo e a manipulação sejam o critério do voto. O culto do líder e o envenenamento do debate político não são compatíveis com a democracia que conquistámos com tanto esforço. É por isso que os democratas, os cidadãos com bom senso, os que amam Portugal e acreditam nos valores de Abril, têm hoje uma responsabilidade acrescida. Temos de falar com os descontentes, mostrar o trabalho realiz...

Trabalhar para viver, não para o Estado

Se já recebeste o teu primeiro salário, sabes bem a sensação: olhas para o recibo e pensas “espera aí, quem é que ficou com metade disto?” A resposta é simples: o Estado. Antes de o dinheiro chegar à tua conta, já uma boa fatia foi embora em impostos e contribuições. E não penses que acaba aí. No café, no passe, no supermercado, em quase tudo o que compras, lá está o IVA. Ou seja, mesmo depois de te pagarem menos, ainda és taxado outra vez quando vais gastar o pouco que sobrou. O problema é que, apesar desta carga fiscal absurda, os serviços que deviam funcionar... não funcionam. Tens amigos a esperar meses por uma consulta no SNS. Professores que faltam nas escolas. Transportes públicos que falham. Burocracia que parece não acabar. A pergunta é inevitável: se já pagamos tanto, porque é que recebemos tão pouco? Para quem é jovem, isto torna-se sufocante. Como é que alguém consegue juntar dinheiro para sair de casa dos pais, lançar um negócio, ou simplesmente viver com dignidade, se o E...

Juventude Presente - Democracia Viva

Estamos a aproximar-nos de novas eleições autárquicas e há uma questão que não pode nem deve ser ignorada, “qual será o papel dos jovens neste momento decisivo?” A juventude, em regra, é uma palavra estruturante e fundamental nos discursos políticos, onde os jovens são vistos como o “futuro do país”, no entanto mais parece uma palavra para adornar as intervenções, pois flutua e nunca materializa numa verdadeira participação concreta e ativa dos jovens em lugares onde possam ter voz, reconhecimento e que lutem pelo que acreditam, ficando em segundo plano, pois “palavras, leva-as o vento”. Os jovens são, sobretudo, o presente, é aqui e agora que estudamos, trabalhamos, inovamos e que queremos participar ativamente na sociedade, é também neste presente que temos de assumir a nossa responsabilidade como cidadãos conscientes e comprometidos. A indiferença tem sido, ao longo dos anos, um dos maiores perigos para a democracia. Quando não participamos, abrimos espaço para que outros decidam po...