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Mensagens

O poder autodestruidor da democracia

Desde que existe democracia, sempre existiram forças que a pretenderam derrubar, por, de entre muitas razões, não concordarem com a sua forma de encarar o poder, que reside nas pessoas (do grego demos [pessoas/povo] e kratos [poder/governo]). Exemplo disto, temos a democracia da Grécia Antiga, com os seus oligarcas a desejarem um poder ainda mais restrito, Hitler na Alemanha, Mussolini na Itália, Franco na Espanha, Salazar em Portugal, etc.  Porém, todos estes exemplos, mesmo que tenham acontecido no século passado, parecem-nos distantes, logo, vão perdendo a atenção da sociedade comum. No entanto, mesmo não sabendo ao pormenor estes acontecimentos históricos destruidores ou ameaçadores do regime democrático, as pessoas conhecem-nos na sua forma mais básica, e é por isso que, atualmente, os ataques à democracia se fazem de forma diferente, de uma maneira mais robusta, para que não haja desconfianças, aproveitando-se muitas vezes do próprio regime para o fazer.  Contudo, sabemo...

A Liberdade morreu

  “O crime de pensar não implica a morte. O crime de pensar é a própria morte.” George Orwell Vivemos num mundo onde desde pequenos estamos habituados a possuir liberdade de expressão, imprensa e até política e devido a isso assumimos todos estes privilégios como garantidos o quais nunca ninguém ameaçaria. Mas, os tempos mudaram, assistimos hoje ao maior ataque á liberdade de expressão e individual dos últimos tempos. A história repete-se mas não damos conta disso, foi com o mesmo pretexto de segurança e proteção das pessoas que surgiram as policias políticas da Alemanha Nazi de Hitler, ou da Itália Fascista de Mussolini e a União Soviética de Stalin e agora, a UE vestindo uma pele de cordeiro faz a mesma promessa, proteger as crianças hoje para controlar discursos amanhã. Mas não fica por aqui, juntando a esta ideia autoritária do Chat Control vem a inovação tecnológica das transações financeiras os CBDCS, uma moeda digital controlada diretamente pelos bancos centrais, onde os mes...

A escola tem de ser segura!

A escola é o lugar onde passamos a maior parte da infância. É onde aprendemos e ganhamos conhecimentos que levamos para o resto da vida. É também onde fazemos amizades e criamos valores: trabalhar em grupo, ter responsabilidade, ganhar maturidade. Mas a escola tem outra responsabilidade — ser um lugar seguro. Um lugar onde possamos errar, escolher, ser nós próprios e crescer com as nossas diferenças.  Para mim, a escola falhou nessa responsabilidade. Desde o meu 7.º ano, a escola começou a perder a cor. Deixou de ser o lugar onde eu me sentia bem. Comecei a sofrer bullying. Quando mudei de escola, pensei que seria a oportunidade perfeita para recomeçar. Mas enganei-me. O que vivi na nova escola foi mil vezes pior.  Durante o 8.º e 9.º ano, o medo tornou-se parte da minha rotina. Passei a ter medo de ir para a escola. Planeava os caminhos mais “seguros” pelos corredores, evitava cruzar-me com quem gozava comigo. Esperava mais tempo para ir ao refeitório, para não ter de os enco...

Diplomas na mão, bilhete de ida: a geração que Portugal deixa partir

Nos aeroportos portugueses repete-se a mesma cena: jovens de mochila às costas, diplomas acabados de conquistar e bilhete só de ida. Destinos? Londres, Roterdão, Berlim. Motivos? Salários que não chegam, contratos que não seguram e rendas que engolem o futuro. Portugal continua a formar os seus melhores talentos — mas são outros países que lhes dão casa. Basta uma ida ao Aeroporto de Lisboa numa segunda-feira de manhã para perceber o fenómeno: filas cheias de jovens adultos, muitos em grupo, quase sempre carregados de malas grandes. A partida tornou-se rotina. De acordo com o Atlas da Emigração Portuguesa , cerca de 30% dos nascidos em Portugal entre os 15 e os 39 anos vivem atualmente no estrangeiro — mais de 850 mil pessoas. Só entre 2020 e 2023, em média, 70 mil jovens de 25 a 34 anos saíram do país todos os anos. A maioria parte para a Alemanha, França, Reino Unido e Países Baixos, atraída por melhores salários e oportunidades de carreira. As razões são conhecidas: salários baixos,...

O dia D da democracia

No próximo dia 12 de outubro , Portugal viverá o seu Dia D . As eleições autárquicas não são apenas mais um ato eleitoral: são o momento em que cada cidadão tem o poder de decidir o rumo da sua terra .  Estas eleições chegam num contexto inédito. Pela primeira vez, o partido da extrema-direita surge com uma dimensão nacional e com ambição de conquistar câmaras municipais. As autárquicas, que deveriam ser a avaliação do trabalho feito pelos autarcas e da proximidade que estes mantêm com a população, correm o risco de ser transformadas num palco de ódio, mentira e populismo. Não podemos permitir que o medo e a manipulação sejam o critério do voto. O culto do líder e o envenenamento do debate político não são compatíveis com a democracia que conquistámos com tanto esforço. É por isso que os democratas, os cidadãos com bom senso, os que amam Portugal e acreditam nos valores de Abril, têm hoje uma responsabilidade acrescida. Temos de falar com os descontentes, mostrar o trabalho realiz...

Trabalhar para viver, não para o Estado

Se já recebeste o teu primeiro salário, sabes bem a sensação: olhas para o recibo e pensas “espera aí, quem é que ficou com metade disto?” A resposta é simples: o Estado. Antes de o dinheiro chegar à tua conta, já uma boa fatia foi embora em impostos e contribuições. E não penses que acaba aí. No café, no passe, no supermercado, em quase tudo o que compras, lá está o IVA. Ou seja, mesmo depois de te pagarem menos, ainda és taxado outra vez quando vais gastar o pouco que sobrou. O problema é que, apesar desta carga fiscal absurda, os serviços que deviam funcionar... não funcionam. Tens amigos a esperar meses por uma consulta no SNS. Professores que faltam nas escolas. Transportes públicos que falham. Burocracia que parece não acabar. A pergunta é inevitável: se já pagamos tanto, porque é que recebemos tão pouco? Para quem é jovem, isto torna-se sufocante. Como é que alguém consegue juntar dinheiro para sair de casa dos pais, lançar um negócio, ou simplesmente viver com dignidade, se o E...

Juventude Presente - Democracia Viva

Estamos a aproximar-nos de novas eleições autárquicas e há uma questão que não pode nem deve ser ignorada, “qual será o papel dos jovens neste momento decisivo?” A juventude, em regra, é uma palavra estruturante e fundamental nos discursos políticos, onde os jovens são vistos como o “futuro do país”, no entanto mais parece uma palavra para adornar as intervenções, pois flutua e nunca materializa numa verdadeira participação concreta e ativa dos jovens em lugares onde possam ter voz, reconhecimento e que lutem pelo que acreditam, ficando em segundo plano, pois “palavras, leva-as o vento”. Os jovens são, sobretudo, o presente, é aqui e agora que estudamos, trabalhamos, inovamos e que queremos participar ativamente na sociedade, é também neste presente que temos de assumir a nossa responsabilidade como cidadãos conscientes e comprometidos. A indiferença tem sido, ao longo dos anos, um dos maiores perigos para a democracia. Quando não participamos, abrimos espaço para que outros decidam po...