Numa clara tentativa de demonstrar qual a ideologia que responde aos problemas do SNS, PS e PSD têm esquecido as necessidades evidentes do serviço de saúde. Com isto, passam-se anos e anos e os problemas arrastam-se, prejudicando os utentes e colocando em causa a vida de um grande número de pessoas. A evidência deste "jogo" ideológico e partidário está nos avanços e recuos que o SNS tem sofrido nos últimos anos, onde, por exemplo, o PS acaba com as parcerias público-privadas e o PSD, em sentido contrário, aposta nestas. Onde a ausência de ideias e reformas domina, e onde o investimento irresponsável toma conta. Um exemplo disso foi o aumento de investimento no serviço, que, até ao momento, não demonstra alterações significativas nas respostas aos seus utentes.
Considero, assim, que as reformas que devem ser feitas no SNS devem estar afastadas das ideologias partidárias e próximas dos utentes, colocando estes no centro do Serviço. Para isto, podemos começar por adaptar o SNS à realidade local, pensando o sistema de baixo para cima, nomeadamente das Unidades Locais de Saúde (ULS) para as grandes urgências.
Outra forma de melhorar o Serviço Nacional de Saúde passará por tornar os processos mais simples, reduzindo a burocracia e criando uma base de dados única. Com isto, a introdução da inteligência artificial pode trazer benefícios aos serviços, ajudando no processamento de dados. Nesta matéria da IA é importante garantir a proteção e salvaguarda dos direitos de privacidade e de dados.
Se isoladamente o serviço público não consegue dar resposta a quem recorre a ele, é imperativo que sejam asseguradas respostas integradas aos cidadãos, nomeadamente através de uma articulação dos serviços públicos, privados e sociais.
É evidente que uma das principais lacunas do serviço de saúde é a falta de médicos para dar resposta aos problemas. Posto isto, considero que a valorização das carreiras dos profissionais de saúde tem de ser prioridade. Com esta valorização, tornar-se-á a carreira mais atrativa, aumentando as chances de atração para a profissão.
Por fim, considero que a prevenção tem de estar na ordem do dia, tentando desta forma reduzir os riscos de doenças graves e infeciosas, prevenindo e informando as pessoas.
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